A Justiça de São Paulo aceitou, na sexta-feira (17), o pedido de recuperação judicial do Grupo Fictor. Embora o pedido inicial envolvesse apenas a Fictor Holding e a Fictor Invest, a Justiça decidiu abarcar quase todas as subsidiárias do grupo devido à chamada “consolidação substancial”. Com isso, 43 empresas do conglomerado foram incluídas no processo.
O juiz entendeu que os negócios e as finanças das empresas estão tão interligados — com o uso de um “caixa único” e dependência financeira entre elas —, que não seria possível separá-las sem prejudicar o pagamento aos investidores.
Uma das medidas mais importantes da decisão desta sexta-feira foi a nomeação da consultoria Price Waterhouse Coopers (PwC) para atuar como “watchdog” (termo em inglês para “cão de guarda”, mas empregado no processo como agente de monitoramento independente).
A Justiça criou essa função porque encontrou inconsistências na contabilidade do grupo e indícios de irregularidades que precisam ser investigados a fundo.
